História

Gurinhatã surgiu como povoado no município de Ituiutaba, foi criado distrito de São Jerônimo no mandato do Prefeito de Ituiutaba Sr. Adelino de Oliveira Carvalho entre 1.936 e 1.940.

O nome GURINHATÃ, que em linguagem indígena vem a ser “GUIR-ENHÉ-ATÁ, “AVE QUE CANTA MUITO”, no entender do historiador Dr. Idelweis Teixeira, “PEQUENO PÁSSARO AZUL”.

Por tradição familiar, numa linguística não formal, porém coloquial, seus moradores a chamam carinhosamente de “CIDADE DO PÁSSARO AZUL”.

Gurinhatã passou a distrito de Ituiutaba pelo Decreto-Lei Nº 1.058, de 31 de dezembro de 1.943. O município foi criado em 31 de dezembro de 1.962, pela Lei Estadual Nº 2.764. Já sua instalação deu-se em 1º/03/1.963.

Seu antigo arraial satélite chamado GURITA, pela Lei Nº 8.285, de 8 de outubro de 1.982 foi elevado a Distrito, com o novo nome de FLOR-DE-MINAS, sendo instalado solenemente em 16 de março de 1.983.

Instalado o município, foram realizadas as primeiras eleições, saindo vitorioso, ADALARDO MUNIZ BORGES, primeiro prefeito de Gurinhatã, eleito em 30 de junho de 1.963 e empossado em 30 de agosto de 1.963, juntamente com seu vice-prefeito Lázaro Ferreira de Lima.

A primeira Câmara de Vereadores foi composta por: Edmundo Gabriel de Souza, Nadico Gomes Ferreira, Nuacir Ribeiro Franco, Durval Severino da Silva, Saturnino Soares de Menezes, Tobias da Silva Ribeiro, Adonias João de Araújo, Jonas Vilela Franco e Waltruídes Carvalho de Azambuja.

O Primeiro prefeito, Adalardo Muniz Borges, nascido no dia 13 de julho de 1.926, na Fazenda São Jerônimo, auxiliado pela primeira Câmara de Vereadores, foi o baluarte do desenvolvimento e iniciador do progresso da região.

Enfrentando todas as dificuldades de uma Prefeitura Municipal conseguiu solucionar todos os seus problemas de instalação e realizou diversas obras. Começando do “zero”, adquiriu móveis, automóveis, abriu estradas, construiu escolas, etc… fruto de sua humildade, bondade e grande honestidade.

Também foi eleito prefeito mais duas vezes, para os mandatos de 1.973 a 1.976 e 1.983 a 1.988.

LEI DE  CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO

 

LEI 2764 DE 30/12/1962 – TEXTO ATUALIZADO

 

Contém a Divisão Administrativa do Estado de Minas Gerais.

 

(Vide Lei nº 6.769, de 13/5/1976.)

(Vide Lei nº 10.704, de 27/4/1992.)

(Vide Lei nº 12.030, de 21/12/1995.)

 

O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte lei:

 

Art. 1º – A Divisão Administrativa do Estado de Minas Gerais, autorizada pela Lei Constitucional nº 6, de 16 de novembro de 1961, é a estabelecida na presente lei.

 

 

Dada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizontes, aos 30 de dezembro de 1962.

 

JOSÉ DE MAGALHÃES PINTO

João Franzen de Lima

Mauro da Silva Gouvêa

Darcy Bessone de Oliveira Andrade

Roberto Ribeiro de Oliveira Resende

José de Faria Tavares

Themistocles Alves Barcelos Corrêa

José Pinto Machado

 

 

 

Município de Gurinhatã

a) Limites Municipais

1 – Com o Município de Santa Vitória: Começa no ponto fronteiro à cabeceira do córrego do Vizeu; segue por espigão até no ribeirão dos patos na foz do córrego do Cervo; sobe por este córrego e pelo córrego do Rosa, até sua cabeceira; daí, continua por espigão entre os córregos do Retirinho e Pião até alcançar o Ribeirão São Jerônimo, na foz do córrego Mandacaia; desce pelo ribeirão até sua foz, no rio Tijuco.

2 – Com o Município de Ipiaçu: Começa na foz do ribeirão de São Jerônimo, no rio Tijuco, sobe por este até a foz do córrego do Macuco.

3 – Com o Município de Ituiutaba: Começa na foz do córrego do Macuco no rio Tijuco; sobe por este rio até a foz do rio da Prata e por este acima até a foz do córrego do Monjolinho; sobe por este córrego até sua cabeceira, daí, alcança o divisor de águas entre o ribeirão Arantes e o rio da Prata.

4 – Com o Município de Campina Verde: Começa no divisor de águas entre o ribeirão Arantes e o rio da Prata defrontando a cabeceira do córrego de Monjolinho, segue por este divisor e, depois, pelo divisor entre o rio Arantes e ribeirão dos Patos, até ao ponto fronteiro à cabeceira do córrego do Viseu.

 

DADOS HISTÓRICOS REGISTRADOS NO IBGE:

Foram os ameríndios da tribo CAIAPÓS, os originários habitantes do sertão onde se situa hoje o município de Gurinhatã. Ali viviam, até a chegada do home branco, as tribos indígenas dominadoras destas paragens entre os rios Tijuco e da Prata, numa superfície regional pouco acidentada e formando um modelar ‘pilão’ neste Brasil-Central. Gurinhatã é efeito da ação desbravadora de bravos bandeirantes, e da determinação de vários intrépidos sertanistas, que se tornaram seus primeiros posseiros, responsáveis, no passado, por sua situação atual, no contexto das Minas Gerais. Na obra denominada ‘Toponímia de Minas Gerais’, do autor Joaquim Ribeiro da Costa, da Imprensa Oficial da Capital Estadual Belo Horizonte, o nome GURINHATÃ, na etmologia vernácula significa: ‘A AVE QUE CANTA MUITO’, traduzindo-se assim: ‘GUIR + ENHÉ + ATÁ’. Seu adjetivo gentílico que melhor identifica é GURINHATÃENSE. Por tradição familiar, numa linguistica não formal, porém coloquial, seus moradores a chamam carinhosamente de ‘CIDADE DO PÁSSARO AZUL’. O ilustre galeno EDELWEIS TEIXEIRA, Historiador abalizado e cujo nome se encontra registrado imortalmente no LIVRO DE OURI da História das primeiras e principais cidades do falado ‘SERTÃO DA FARINHA PODRE’, é que nos reporta, numa mnemônica imperecível, GURINHATÃ, o antigo e badalado SÃO JERÔNIMO. ‘ O nome ameríndio significa ‘SANHAÇO AZUL’, nome científico da EUPHONIA ÁUREA, família dos TRANSGRÍDEOS. A fazenda de São Jerônimo Pequeno, nas cabeceiras do ribeirão desse nome, pertenceu a José Venâncio Machado de Resende, falecido antes de 1874. À beira da estrada, debaixo de frondoso jatobazeiro, ergueu-se um cemitério, o ‘Cemitério do Jatobá’, diz Edelweis. ‘Sucedeu-lhe, na posse, José Nunes de Medeiros, que por sua vez vendeu-a a Antônio Bartolomeu, vulgo ‘Antônio Abadis’, por ser natual de Tupaciguara, denominada ‘Terra da Mãe de Deus’, antiga Abadia do Bom Sucesso. Ao efetuar a partilha entre os herdeiros, Hilário Guimarães foi se afazendar no perímetro do atual patrimônio da povoação. José Martins Alameu, nascido Há 24 de agosto, São Bartolomeu, dia aziago pela matança dos huguenotes na França, Alameu era oriundo do Prata, foi o doador do patrimônio, inaugurado festivamente a 25 de maio de 1930. Por título passado em setembro de 1930, oficializou-se a doação em escritura pública. Nos fundos da capela, cerca de 200 metros, ao nascente, está o primitivo cemitério. Em nossas pesquisas – diz Edelweis, fomos encontrar ao lado do cepo do jatobazeiro que o machado destruidor a pouca havia derrubado…’ ‘Na casa do Cornélio Antônio Ferreira, Padre Magalhães realizou diversos batizados em junho de 1928. Dedicada a São Jerônimo, o tradutor da Vulgata, foi benzida em 1942 pelo Bispo Diocesano, finaliza Edelweis. Atualmente a Paróquia de São Jerônimo conta com Vigário próprio e está ligada à Cúria Diocesana de Ituiutaba. Gurinhatã passou a distrito de Ituiutaba pelo Decreto-Lei Nº 1058, de 31/12/1943. O município foi criado em 31/12/1962, pela Lei Estadual Nº 2764. Já sua instalação deu-se Há 1º/03/1963. Seu antigo arraial satélite chamado GURITA, pela Lei Nº 8285, de 08/10/1982 foi elevado a Distrito, com o novo nome de FLOR-DE-MINAS, sendo instalado solenemente hà 16/03/1983. O ainda distrito de Flor de Minas está situado no extremo noroeste do seu município (Gurinhatã), à margem esquerda da Rodovia ‘BR-365’. O primeiro Prefeito de Gurinhatã foi o Saudoso ADALARDO MUNIZ BORGES, tendo sido eleito em outros pleitos. Juridicamente o município está subordinado à Comarca de Ituiutaba.

Formação Administrativa

Fonte

MONOGRAFIA MUNICIPAL – IBGE (Arquivo Agência Ituiutaba)