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Prefeitos se reuniram em Uberlândia e debateram a crise financeira

Última atualização em 14 de novembro de 2018

“Ou a Justiça faz algo para obrigar o Estado a cumprir cm suas obrigações, ou as prefeituras vão fechar as suas portas por falta de condições de trabalho” – Julvan Lacerda

MUNICÍPIOS – Mais uma vez os prefeitos da região se reuniram na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba nesta segunda-feira, 12, e a crise financeira e a falta de cumprimento com os repasses por parte do Estado ditou os rumos da reunião, que teve a presença de prefeitos de outas regiões e do presidente da Associação Mineira de Municípios – AMM, Julvan Lacerda.

O prefeito de Gurinhatã, Wender Luciano foi um dos prefeitos presentes na reunião, relatando as dificuldades vividas pelo município, que tem mais de R$ 2 milhões para receber do Estado. “Enquanto o governador de Minas não paga o que deve aos municípios, são os prefeitos em suas cidades que são cobrados por atrasos de pagamento de fornecedores, de servidores e por alguns serviços que ficam deficitários por essa irresponsabilidade que não é nossa”, disse Wender.

Além do relato da situação atual que requer uma discussão judicial e não mais política, o presidente da AMM falou ainda sobre a reunião que teve com o Governador Eleitor Romeu Zema, onde enfatizou que a Associação pretende ser parceira do governo estadual para reverter essa relação difícil que o estado tem tido com os prefeitos. Ele enfatizou que a parceria com a AMM e a CNM podem ser muito úteis para que o novo governo trabalhe em consonância com os interesses de todos. “Estamos aqui dispostos a somar e dar as mãos para consertarmos o estado. É esse o nosso propósito”.

Julvan fez uma retrospectiva da dívida do governo e como tem sido a relação da AMM com o governo estadual. “Antes o governo do Estado usava a AMM como um braço para poder não ter quem cobrasse deles as coisas e hoje nós não somos vinculados. Queremos uma relação de parceria, não de montaria”, disse.

De acordo com a AMM, o governo estadual continua atrasando os repasses constitucionais semanais do ICMS e Fundeb aos municípios, além do transporte escolar e do piso da assistência social. A dívida total, incluindo também repasses da Saúde, multas de trânsito e juros e correções, já alcança a cifra de R$ 9,7 bilhões, segundo levantamento da Associação Mineira de Municípios (AMM) do dia 31 de outubro de 2018.