terça-feira, julho 23, 2024
EducaçãoNotícias

Transporte Escolar sob ameaça para 2018

Última atualização em 21 de dezembro de 2017

“A população de todas as cidades precisa saber do verdadeiro calote que os municípios estão sofrendo. A Saúde e o Transporte Escolar nas cidades só não pararam porque os prefeitos usaram dinheiro de investimento em obras e outros serviços para pagar a conta que é do Governo Pimentel” – prefeito de Gurinhatã, Wender Luciano

GURINHATÃ – A Prefeitura de Gurinhatã teve neste ano um verdadeiro exercício de matemática para garantir o pagamento dos servidores em dia, limpeza urbana, obras de reforma no prédio da Prefeitura, dentre tantos outros desafios, diante uma dívida herdada de mais de R$ 10 milhões.

Além disso, o Governo de Minas Gerais deixou de cumprir suas obrigações em repasses obrigatórios no ICMS, Saúde e Transporte Escolar, que das 10 parcelas, apenas 5 foram pagas.

A preocupação para 2018 é grande, pois o próprio Governo de Minas Gerais pode por fim ao transporte escolar, o que pode virar um caso de justiça, pois de que adianta um programa só no papel, se na realidade o Governo Mineiro não tem a responsabilidade de cumprir seus compromissos. Essa é a maior reclamação dos prefeitos mineiros e não é diferente em Gurinhatã.

Nesta semana, outro golpe nas prefeituras, quando na noite de quarta-feira, dia 20, os deputados da base do governo de Minas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vetaram, em votação, emenda do deputado Gustavo Valadares ao Projeto de Lei 4.827/2017, que aprovou a venda da Codemig. A emenda destinava parte dos recursos da venda da Companhia, prioritariamente, ao pagamento da dívida do Estado com os serviços de Saúde dos municípios.

Com isso, dinheiro que o Estado deve às Prefeituras desde janeiro desse ano, ficará como Restos a Pagar, obrigando a várias Prefeituras fecharem as portas de vários serviços na área da saúde, num gesto de abandono do Estado ara com a população mineira.